Impacto do Gala

Gala Pequeno Príncipe é um evento de mobilização da sociedade para o apoio à saúde infantojuvenil. Nestes dez anos de realização, tem contribuído para transformar e salvar vidas, interferindo direta e positivamente nos indicadores de saúde monitorados dentro do Hospital Pequeno Príncipe. Nesse período, o evento foi responsável por captar cerca de R$ 23,6 milhões, revertidos integralmente para o avanço das práticas assistenciais, além de financiar pesquisas que buscam respostas para as principais doenças complexas da infância, como o câncer, as doenças raras e, mais recentemente, a COVID-19. São recursos que foram transformados em diagnósticos e tratamentos a milhares de meninos e meninas.

A participação da sociedade no Gala Pequeno Príncipe beneficia, por exemplo, pacientes do Serviço de Oncologia do Hospital e meninos e meninas que precisam de transplante de medula óssea. O câncer é a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes. A estimativa para o triênio 2020-2022 é de mais de oito mil casos a cada ano no Brasil.

Em 1968, o Pequeno Príncipe iniciou o atendimento nas especialidades de oncologia e hematologia, e atualmente o serviço é o maior do Paraná na área de pediatria – segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde – e um dos mais importantes do país.

No ano de 2011, também passou a funcionar no Hospital o Serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO), com a realização de transplantes autólogos (quando a medula vem da própria criança). Já em 2013, foi feito o primeiro transplante alogênico de medula óssea, em que células sadias são retiradas de um doador e transferidas para o paciente por meio de transfusão de sangue.

O mês de dezembro de 2016 foi marcado por mais uma importante conquista: a inauguração das obras de ampliação do Serviço de TMO, que teve seu número de leitos mais que triplicado – passando de três para dez acomodações. Assim, o Hospital passou a ter a maior unidade pediátrica do Brasil voltada ao transplante de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Entendendo o coronavírus
Um dos grandes desafios do momento que estamos vivendo é entender o funcionamento do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Esse conhecimento vai permitir que os pacientes infectados recebam diagnóstico precoce, tratamento adequado e cuidados com as possíveis sequelas deixadas pela infecção. É também por meio desse entendimento que será possível desenvolver vacinas, que são a grande esperança para uma proteção eficaz contra a COVID-19.

O Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe está empenhado em contribuir com o conhecimento mundial acerca do SARS-CoV-2. Seus pesquisadores adicionaram o tema aos seus portfólios de investigação e estão envolvidos em diferentes linhas de pesquisa.

As pesquisas buscam o desenvolvimento de novos testes, financeiramente mais acessíveis e que proporcionem um diagnóstico mais rápido; investigam possíveis causas agravantes para a COVID-19, como as imunodeficiências primárias; e propõem novos tratamentos com uso de células-tronco e o acompanhamento pós-infecção, para identificar e oferecer tratamento a possíveis sequelas neurológicas.

Superação
Alisson Louback, 16 anos, é um vitorioso. Ele contraiu COVID-19 no ano passado e precisou de um longo tratamento para se recuperar. Foram 41 dias internados na UTI do Hospital Pequeno Príncipe, 12 deles entubado. Alisson ainda enfrentou quatro paradas cardíacas e precisou passar por duas cirurgias neurológicas e por hemodiálise.

“O Alisson estar vivo é um milagre de Deus e da dedicação e responsabilidade de toda a equipe do Pequeno Príncipe”, diz a mãe, Simone Louback. Enquanto lutava pela vida, o adolescente precisou de cuidados de uma grande equipe: foram infectologistas, intensivistas, pneumologistas, cardiologistas, nefrologistas, neurologistas, gastroenterologistas, fisioterapeutas e nutricionistas que cuidaram de Alisson para que ele saísse com vida dessa batalha.

Embora a incidência da COVID-19 em crianças seja menor, ela tem apresentado uma complicação grave e que tem alta taxa de mortalidade: a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P). Foi em razão dela que o quadro de Alisson ficou tão grave. Além dele, outras 13 crianças atendidas no Pequeno Príncipe tiveram essa complicação.

“Esta síndrome é extremamente letal, pois afeta diversos sistemas do corpo, com manifestações respiratórias, cardíacas, neurológicas, renais, gastrointestinais, hematológicas, hipotensão, choque cardiogênico e, até mesmo, problemas de pele”, explica o médico infectologista Victor Horácio de Souza Costa Junior, do Pequeno Príncipe. “No Pequeno Príncipe temos uma equipe completa para cuidar dessas crianças e por isso conseguimos superar quadros tão graves assim. A superação dessas crianças é uma demonstração clara da importância de sermos um Hospital completo”, enfatiza o médico.

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