Impacto do Gala

Desde 2011, o Gala Pequeno Príncipe tem contribuído para transformar e salvar vidas. Os recursos arrecadados são essenciais para a manutenção da assistência prestada pelo Hospital Pequeno Príncipe, com cuidado integral e humanizado, e dos estudos científicos realizados pelo Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe.

Os montantes provenientes da realização dos jantares são aplicados na operacionalização do Pequeno Príncipe e na aquisição de insumos e equipamentos para as atividades de assistência e pesquisa. São recursos que foram transformados em diagnósticos e cura.

A participação da sociedade no Gala Pequeno Príncipe beneficia, por exemplo, pacientes do Serviço de Oncologia do Hospital e meninos e meninas que precisam de transplante de medula óssea. O câncer é a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes. São mais de 12 mil novos casos registrados todos os anos no Brasil.

Em 1968, o Pequeno Príncipe iniciou o atendimento nas especialidades de Oncologia e Hematologia, e, atualmente, o serviço é o maior do Paraná na área de Pediatria – segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde – e um dos mais importantes do país.

No ano de 2011, também passou a funcionar no Hospital o Serviço de Transplante de Medula Óssea, com a realização de transplantes autólogos, quando a medula vem da própria criança. Já em 2013, foi feito o primeiro transplante alogênico de medula óssea, em que células sadias são retiradas de um doador e transferidas para o paciente por meio de transfusão de sangue.

O mês de dezembro de 2016 foi marcado por mais uma importante conquista: a inauguração das obras de ampliação do TMO, que teve seu número de leitos mais que triplicado – passando de três para dez acomodações. Assim, o Hospital passou a ter a maior unidade pediátrica do Brasil voltada ao transplante de medula óssea.

Mais chances de vida a pequenos pacientes
Outra iniciativa beneficiada pelos recursos do Gala Pequeno Príncipe foi o projeto 150 Mil Chances de Vida, realizado no Instituto de Pesquisa. Seu objetivo foi fortalecer o diagnóstico precoce e o tratamento mais assertivo nos casos de tumor de córtex adrenal (TCA) e de imunodeficiências primárias (IDPs).

O projeto teve ações realizadas em cinco estados brasileiros (Paraná, Acre, Rondônia, São Paulo e Santa Catarina) e procurou contribuir para a diminuição da mortalidade infantojuvenil; aumentar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares; proporcionar o diagnóstico precoce, tratamentos adequados e chances reais de cura; fornecer dados às comunidades científica e médica sobre a incidência dessas doenças; e possibilitar a discussão e a intervenção em políticas públicas em âmbito regional e nacional.

A partir da análise de duas gotas de sangue do bebê, buscou-se identificar uma mutação genética que predispõe meninos e meninas ao TCA, um tipo de câncer predominantemente pediátrico. Também procurou detectar casos de imunodeficiências primárias. O trabalho obteve sucesso por conta de parcerias com maternidades, postos de saúde e laboratórios. Ao fim do projeto, em 2017, foram feitos 150 mil testes genéticos e cerca de 300 mil pessoas foram beneficiadas.


Uma das vidas transformadas
Em busca de melhores oportunidades de vida, a família de Daniel Borges Axiotes Aloise, de 2 anos, mudou-se de Pernambuco para Curitiba no início de 2016. Na época, Daniel tinha seis meses e contraiu uma forte pneumonia, que o levou a ficar internado por mais de 40 dias em um hospital de Curitiba. Com risco de morte, o menino não respondia ao tratamento com diferentes antibióticos. Foi então que o caso chegou à equipe do Pequeno Príncipe. Rapidamente foi feito o diagnóstico de uma doença rara em Daniel, confirmado por testes de DNA oferecidos pelo projeto 150 Mil Chances de Vida. Com a readequação do tratamento, o menino saiu do estado crítico e se recuperou. Ganhou forças para outra grande batalha que precisaria enfrentar: um transplante de medula óssea, único tratamento efetivo para o seu diagnóstico. O transplante foi feito no Hospital Pequeno Príncipe e o doador foi o pai de Daniel. “Deu tudo certo. O transplante foi um sucesso. A pesquisa salvou a vida do meu filho, e sou muito grata ao Hospital por isso”, declara a mãe do garoto, Rafaela Borges Axiotes Aloise.

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