Impacto do Gala

Desde 2011, o Gala Pequeno Príncipe tem contribuído para transformar e salvar vidas. Os recursos arrecadados são essenciais para a manutenção da assistência prestada pelo Hospital Pequeno Príncipe, com cuidado integral e humanizado, e dos estudos científicos realizados pelo Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe.

Os montantes provenientes da realização dos jantares são aplicados na operacionalização do Pequeno Príncipe e na aquisição de insumos e equipamentos para as atividades de assistência e pesquisa. São recursos que foram transformados em diagnósticos e tratamentos para milhares de meninos e meninas.

A participação da sociedade no Gala Pequeno Príncipe beneficia, por exemplo, pacientes do Serviço de Oncologia do Hospital e meninos e meninas que precisam de transplante de medula óssea. O câncer é a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes. A estimativa para o triênio 2020-2022 é de mais de 8 mil casos a cada ano no Brasil.

Em 1968, o Pequeno Príncipe iniciou o atendimento nas especialidades de Oncologia e Hematologia, e, atualmente, o serviço é o maior do Paraná na área de Pediatria – segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde – e um dos mais importantes do país.

No ano de 2011, também passou a funcionar no Hospital o Serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO), com a realização de transplantes autólogos, quando a medula vem da própria criança. Já em 2013, foi feito o primeiro transplante alogênico de medula óssea, em que células sadias são retiradas de um doador e transferidas para o paciente por meio de transfusão de sangue.

O mês de dezembro de 2016 foi marcado por mais uma importante conquista: a inauguração das obras de ampliação do TMO, que teve seu número de leitos mais que triplicado – passando de três para dez acomodações. Assim, o Hospital passou a ter a maior unidade pediátrica do Brasil voltada ao transplante de medula óssea.

Entendendo o coronavírus
Um dos grandes desafios do momento que estamos vivendo é entender o funcionamento do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Esse conhecimento vai permitir que os pacientes infectados recebam diagnóstico precoce, tratamento adequado e cuidados com as possíveis sequelas deixadas pela infecção. É também por meio desse entendimento que será possível desenvolver vacinas, que são a grande esperança para uma proteção eficaz contra a COVID-19.

O Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe está empenhado em contribuir com o conhecimento mundial acerca do SARS-CoV-2. Seus pesquisadores adicionaram o tema aos seus portfólios de investigação e estão envolvidos em diferentes linhas de pesquisa, que necessitam de investimentos de cerca de R$ 7,6 milhões.

As pesquisas buscam o desenvolvimento de novos testes, financeiramente mais acessíveis e que proporcionem um diagnóstico mais rápido; investigam possíveis causas agravantes para a COVID-19, como as imunodeficiências primárias; e propõem novos tratamentos com uso de células-tronco e o acompanhamento pós-infecção, para identificar e oferecer tratamento a possíveis sequelas neurológicas.

Uma das vidas transformadas
Eloísa Lara Dala Stela chegou ao Hospital Pequeno Príncipe em julho de 2019, aos 12 anos, depois de recorrer por vários dias aos postos de saúde de Curitiba para descobrir o que estava provocando tanto cansaço e dor de cabeça. A suspeita dos profissionais era leucemia, diagnóstico que foi confirmado logo que a adolescente chegou ao Pequeno Príncipe.

O exame que confirmou o diagnóstico foi o de imunofenotipagem, feito no Laboratório Genômico, estrutura que foi implantada no Pequeno Príncipe a partir do investimento de inúmeras empresas e pessoas, inclusive recursos advindos de apoiadores do Gala Pequeno Príncipe. A investigação do quadro de Eloísa no Laboratório Genômico teve continuidade com outros exames de última geração, todos realizados de forma gratuita, assim como todo o tratamento.

Um dos exames, o cariótipo de medula óssea, apontou uma alteração genética que indicava um prognóstico favorável. Porém, ao realizar o painel de genes para neoplasias infantis, a equipe encontrou uma segunda alteração genética em Eloísa, que alterava completamente a situação. Pacientes com essa segunda alteração genética encontrada não respondem bem à quimioterapia e, nestes casos, é indicada a realização do transplante de medula óssea.

A equipe do Serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital começou a preparar Eloísa para o procedimento e, em apenas um mês, foram encontrados três doadores para a adolescente: dois brasileiros e um norte-americano. O doador estrangeiro tinha 95% de compatibilidade com Eloísa e foi o escolhido. No dia 17 de janeiro de 2020, a medula chegou ao Brasil, permitindo que a paciente fizesse o transplante.

“Quarenta e sete dias depois do transplante, recebemos a notícia de que medula pegou. Fizemos uma grande comemoração, pois nesse dia foi como se ela tivesse nascido novamente”, comemora a mãe de Eloísa, Rosa Pereira.

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