Pesquisas em COVID-19

O enfrentamento da pandemia da COVID-19 só foi possível porque cientistas do mundo todo se uniram na busca do rápido desenvolvimento das vacinas. Foi também por meio da ciência que os tratamentos avançaram e que as orientações sobre as medidas protetivas foram disseminadas. O Pequeno Príncipe valoriza profundamente a ciência e os cientistas, por isso lançou o seu Manifesto de Valorização da Ciência. Assista ao vídeo a seguir.

Os cientistas do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe também abraçaram esse movimento mundial em prol da vida e estão desenvolvendo 13 pesquisas relacionadas ao coronavírus.

Estudos relacionados à COVID-19
Uma das primeiras grandes questões era entender por que a doença também atingia de maneira grave, até mesmo fatal, uma parcela da população que não era idosa nem tinha comorbidades. Um dos artigos com participação de pesquisadores do Instituto discutiu, por exemplo, o papel dos diferentes perfis de resposta imunológica tanto na suscetibilidade de alguns indivíduos ao coronavírus quanto no agravamento da doença. O projeto é parte de um esforço que envolve pesquisadores do mundo todo, o COVID Human Genetic Effort; no Brasil, é cocoordenado por uma cientista do Instituto de Pesquisa.

Outra iniciativa está desenvolvendo anticorpos contra o SARS-CoV-2. O projeto busca uma forma alternativa de tratamento para COVID-19, por meio da chamada imunidade passiva, obtida a partir da fração F(ab’)2 de imunoglobulinas G (IgG) de equinos que foram estimulados com peptídeos sintéticos contendo sequências de aminoácidos idênticas às proteínas virais.

Uma pesquisa investiga as causas genéticas associadas às variáveis de apresentação do coronavírus. Esse estudo foi responsável pela publicação do primeiro caso identificado de erro inato do metabolismo como fator de agravamento para a COVID-19. A síndrome poliglandular autoimune tipo 1 (APS1) se manifestou em irmãos que estavam internados para tratamento no Pequeno Príncipe. Sem saber que faziam parte do grupo de risco para agravamento do vírus, os meninos – de 8 e 14 anos – deram entrada no Hospital apresentando sintomas graves. Inseridos na pesquisa, tiveram acesso a exames moleculares sofisticados, que identificaram a doença, elucidando o motivo do agravamento da COVID-19.

Outro artigo fez revisão da literatura publicada sobre a COVID-19 para entender como a resposta imunológica influencia a reação dos indivíduos à doença. Descobriu-se, por exemplo, que uma baixa contagem de linfócitos e de células-T (fundamentais para o sistema imunológico) relacionava-se ao agravamento da enfermidade.

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa estão colaborando com estudos da Rede Genômica Nacional, iniciativa do Instituto para Pesquisa do Câncer (Ipec), localizado em Guarapuava (PR). A rede faz parte dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação em Genômica (NAPI-Genômica), iniciativa lançada pela Fundação Araucária e pela Superintendência-Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) em agosto de 2020. O projeto investiga os fatores genéticos que tornam o indivíduo infectado pelo coronavírus mais ou menos propenso a desenvolver o quadro de maior gravidade da doença e a relação das variantes genéticas do SARS-CoV-2 do Paraná e de São Paulo (em comparação com as mundiais) com os sintomas da doença.

Desenvolvido em parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUCPR), outro estudo investiga amostras de moléculas e pedaços de tecidos atingidos pelo coronavírus, para buscar relações com questões genéticas em pacientes que morreram em decorrência da COVID-19. Foram utilizadas amostras de biópsias do pulmão de pessoas que foram a óbito no Hospital Marcelino Champagnat, de Curitiba. A pesquisa mostrou diferentes perfis de reação inflamatória, resposta imunológica, suscetibilidade e agravamento do pulmão. Seus resultados já foram publicados.

Outro grupo debruça-se sobre o impacto do processo inflamatório gerado pela infecção com SARS-CoV-2 no desenvolvimento de sequelas crônicas e degenerativas. Detectou-se um maior percentual de pacientes pediátricos com a síndrome inflamatória pós-COVID-19 no Hospital Pequeno Príncipe, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e em outros hospitais do Paraná, do Pará e de São Paulo. Interessada em conhecer melhor o problema, uma rede de pesquisa foi criada, reunindo pesquisadores do Instituto de Pesquisa, pediatras do Hospital de Clínicas, do Pequeno Príncipe e do Rio de Janeiro, em colaboração com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tanto do Rio de Janeiro quanto de Curitiba. O objetivo é estudar especificamente os biomarcadores do processo inflamatório, usando amostras de sangue das crianças e metodologias mais avançadas.

Com foco na segurança dos pacientes, alguns projetos se propõem a estabelecer protocolos de tomografia computadorizada de tórax para avaliação da COVID-19, com dose otimizada de radiação. Assim, é usada apenas a quantidade de radiação necessária para produzir a imagem, diminuindo a exposição ao elemento radioativo.

Por fim, uma equipe está desenvolvendo ferramentas in vitro, como um pulmão artificial 3D, para avaliar candidatos a fármacos contra a COVID-19.

Outros estudos
Além dos estudos relacionados à COVID-19, os pesquisadores do Instituto desenvolvem projetos em sete linhas de pesquisa. Ano a ano, a produção científica do grupo vem crescendo e ganhando cada vez mais destaque. Acompanhe a evolução no quadro abaixo.

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