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Maioria das crianças vítimas de violência atendidas pelo Pequeno Príncipe tem até 6 anos

A violência contra crianças continua acontecendo cedo, de forma recorrente e, na maior parte das vezes, dentro de casa. É o que revela um levantamento do Hospital Pequeno Príncipe que embasa os 20 anos da Campanha Pra Toda Vida — A Violência Não Pode Marcar o Futuro das Crianças e Adolescentes. Ao longo de duas décadas, a instituição já ultrapassou a marca de dez mil atendimentos de bebês, crianças e adolescentes com suspeita de maus-tratos e abusos.

Somente em 2025, foram registrados 637 atendimentos relacionados à violência infantojuvenil. Os dados revelam um padrão persistente e preocupante: em 64% dos casos, a violência era sexual; 67% das vítimas tinham até 6 anos; e 72% das agressões aconteceram dentro do ambiente doméstico.

Os números também evidenciam a recorrência da violência. Mais de um terço dos registros apresentava histórico repetido de agressões, indicando que, muitas vezes, a violência não acontece de forma isolada, mas se mantém ao longo do tempo. Leia mais sobre este importante assunto na matéria principal da edição de maio de 2026 do Pequeno Príncipe News.

Nesta edição da newsletter, você também vai conferir as notícias abaixo. Clique nos links para ler a íntegra dos textos.

  • Hospital avança na preparação para realizar transplante intestinal. Em fevereiro, a instituição foi habilitada pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Tratamento da Pessoa com Falência Intestinal. O Pequeno Príncipe também iniciou a capacitação de uma equipe multiprofissional voltada a esse tipo de procedimento. Médicos e profissionais envolvidos diretamente nessa linha de cuidado participaram de um estágio internacional no Jackson Memorial Hospital, em Miami, nos Estados Unidos, um dos centros de referência mundial na área.
  • Estudo do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe aponta efeitos da combinação de herbicidas em células intestinais humanas. A pesquisa trouxe novos alertas sobre os impactos da exposição combinada a herbicidas amplamente utilizados na agricultura. Publicado na revista científica Environmental Toxicology and Pharmacology, o estudo demonstrou que a associação entre os herbicidas dicamba e 2,4-D pode provocar danos mais intensos em células intestinais humanas do que a exposição isolada a cada substância.